Dork o__o

Então, acho que finalmente encontrei a luz no fim do túnel. Estou alcançando a saída deste buraco escuro chamado “incerteza”. Não, ainda não decidi para que prestar vestibular, apenas acho que consegui definir um tema para o meu querido blog. Mas acho que antes devo resumir os meus últimos dias (o último post foi um total ato de desespero e loucura).

Como explicado no post anterior, o meu são joão foi, basicamente, uma mistura de poluição sonora e crises de rinite. Eu não podia imaginar que seres humanos fossem capazes de aturar tanta baixaria num palco, durante quatro noites seguidas. Tirando as músicas bregas repetidas, as dançarinas semi-nuas e os fogos de artifício, sobrou as horas na cama, dormindo, fingindo estar dormindo para evitar pessoas e lendo. Veja você, eu viajei numa semi-depressão, com a auto-estima no último level de “côtchadisse” e uma preguiça além dos limites terráqueos. As horas gastas em divagações, filosofias de bolso e lamentações me foram úteis. Decidi que eu precisava ver uma comédia romântica, daquelas feita para adolescentes norte-americanos, com os geeks nos papéis principais e uma trilha sonora a la American Hi-Fi. E foi o que eu fiz.

Hoje eu fugi da creche que se encontra aqui em casa e fui até o meu terapeuta: a locadora. Oh yeah, babe! Aluguei Sydney White (alueguei também Desejo e Reparação e Garotos Incríveis) e resolvi meu problema. Ok, na verdade, não resolvi problema nenhum. Esse tipo de filme sempre me deixa com vontade de colocar minha calça de tac-tel (mel dels, iso si escreve assin?///??), minha camisa do Barney Flintstone, minhas meias listradas e colocar, no volume máximo, backstreet boys pra tocar. E depois? Gritar “but my love is all I have to give”, pulando na cama feito uma cheerleader aloprada. O que aconteceu foi que, graças a um personagem do filme (Gurkin, interpretado por Danny Strong) eu decidi que direção dar a este blog. Gurkin tem um blog, e ele usa o blog para esculachar as pessoas que merecem ser esculachadas. Eu vi que era aquilo que eu queria fazer. Uhul, vamos falar mal dos políticos corruptos (isso levaria dias, e seriam caracteres demais para o wordpress publicar….), das novelas da globo, das músicas de pagode, dos emos que invadem o shopping Iguatemi todos os sábados, dos metaleiros que invadem o shopping Iguatemi todas as quartas, etc. Maaaaas, como nem tudo na vida é como a gente quer que seja, fui frustrada. Não levo jeito pra coisa. Não sei criticar nada nem ninguém na medida certa, e os meus conceitos de igualdade, justiça e moral estão meio enferrujados. Não se preocupe, caro leitor, este post não te levará a lugar nenhum, mas vai te dizer, finalmente, qual direção darei a meu blog. O que eu percebi, ao ver o mal humorado Gurkin falando de seu blog, foi que eu sou uma super-heroína, não sou? Então, eu deveria estar salvando o mundo, não é? Ou pela menos um donzelo em perigo, ou, quem sabe, um cãozinho de rua em apuros. Pois estou decidida a salvar os cidadãos da World Wide Web dos filmes ruins, das músicas mal feitas, dos seriados mal produzidos, dos livros mal escritos, enfim, de tudo de ruim que houver nesse mundo (e que esteja ao meu alcance). Sim, afinal, todo ser humano sabe fazer crítica. É um dom natural, inerente à qualquer ser dotado de voz e raciocínio. E eu já fazia isso mesmo, então…

Então é isso. Super Dorinha ataca outra vez. Ficarei sem título por ora, ou pra sempre, quem sabe. Sou realmente uma mocinha indecisa. Acho que não são muitas as pessoas que conseguem ficar mais de 2h na locadora sem decidir o que assistir. Agora, para o título fazer sentido, e para fazer menção ao filme Sydney White, lá vou eu:
Meu nome é Isadora Cal, tenho dezessete anos e nunca beijei na boca. Nunca fiquei bêbada e nem desci na boquinha da garrafa. Vi a trilogia de Senhor dos Anéis, Bambi, Orgulho e Preconceito, As Crônicas de Nárnia  I e O Rei Leão II vezes o sufiente para decorar as falas e os movimentos. Jogava RPG em vez de passar a tarde na piscina. Lia em vez de ver televisão. Tenho diabetes e prefiro ficar trancada no quarto ouvindo Adoniran Barbosa (não que eu goste do cara, entenda) a estar numa festa ouvindo arroxa (não sei nem citar um ícone do arroxa). I’M A DORK! (<<< sério, você devia clicar nesse link… cara, é pra morrer de rir, sério mesmo!)

[ http://www.youtube.com/watch?v=h6GDioOjmLA ]

The whole damn world is just as obsessed
With who‘s the best dressed and who‘s having sex,
Who‘s got the money, who gets the hotties,
Who‘s kinda cute and who‘s just a mess
And you still don’t have the right look
And you don’t have the right friends
Nothing changes but the faces, the names, and the trends
High school never ends

~ por Isadora em Junho 26, 2008.

Uma resposta to “Dork o__o”

  1. Não saber aonde esse caminho leva é parte de ser adolescente, E que bom que você é adolescente e n!ão aborrecente! Lembre-se que apesar de saber onde dava o caminho dos tijolos amarelos, Dorothy, no final achou coisa muito mais importante do que ela procurava. Então você está na frente dela: ainda nem sabe direito o que procura. “I’ll show you the path, but youhave to walk it by yourself” (Well, it was something like that that Morpheus told Neo, in Matrix).

    A propósito, cliquei no link e estou rindo até agora! Difitivamente você não é “Dork”.

    Beijos e saudades

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